Devemos ter muito cuidado ao ler um livro sobre dieta e saúde, pois podemos morrer devido a um erro de impressão.
Produtos à base de antioxidantes são vendidos com a alegação de que, bloqueando a ação dos radicais livres, ajudam a prevenir doenças e o próprio envelhecimento.
Radicais livres são átomos que têm, no mínimo, um elétron desemparelhado, o que os torna reativos.
Duram milésimos de segundo, mas podem causar reações lesivas às células, sendo produzidos no processo de combustão do oxigênio na conversão dos alimentos em energia.
Podem danificar células sadias do corpo, mas o organismo tem armas que reparam 99% dos danos causados pela oxidação, conseguindo controlar o nível dos radicais produzidos pelo metabolismo.
Fatores externos também podem contribuir para o aumento da formação dessas moléculas, tais como: poluição ambiental, radiação ultravioleta, cigarro, álcool, resíduos de pesticidas, substâncias presentes em alimentos e bebidas - aditivos químicos, conservantes, hormônios de carnes de gado e galináceos quando de criação intensiva - , estresse, consumo excessivo de gorduras saturadas, frituras, entre outros.
A função dos oxidantes, então, é proteger o organismo da ação danosa dos radicais livres. Alguns antioxidantes são produzidos pelo nosso próprio organismo e as vitaminas C, E e o betacaroteno são ingeridos e provenientes de outros alimentos.
Uma novidade foi encontrada, na Noruega: a maior fonte de antioxidantes na dieta humana é o café, seguindo-se de frutas, chá, vinho, cereais e, por último, de verduras e legumes.
A ciência constatou que as pessoas que ingerem quantidades adequadas de frutas e vegetais ricos em antioxidantes têm uma incidência menor de doenças cardiovasculares, câncer e catarata.
O comitê de nutrição da American Heart Association afirma: "A recomendação mais prudente e sustentável cientificamente para a população geral é que consuma uma dieta balanceada com frutas e vegetais ricos em antioxidantes e grãos integrais". Tudo natural, nada de comprimidos ou cápsulas.
O FDA, nos Estados Unidos, não permite que substâncias sejam rotuladas ou comercializadas alegando que podem prevenir doenças, o que não impede dos fabricantes de continuarem a vender os antioxidantes.
Cápsulas descritas como "concentrados" de frutas e/ou vegetais estão sendo vendidos. Agora, não é possível condensar enormes quantidades de produto em uma cápsula, sem perder fibras, nutrientes e outros fitoquímicos.
Os médicos recomendam um maior consumo de frutas e verduras, que, desta forma, reduzem o risco das doenças cardiovasculares. Sem esquecer, é claro, de um bom cafezinho, umas três vezes ao dia!
Base de estudo e organização: "101 razões para tomar café: Um estudo definitivo sobre a bebida: saúde, história, sabor e cultura", do Dr. Darcy Roberto Lima (Café Editora).



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